segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

TV!

Em pleno Séc. XXI, na era dos aparelhos de televisão ultrafinos, LCD, LED, e outras tecnologias que revolucionaram o mundo, ainda existem pessoas que tem televisores CRT, mais conhecidos como televisores de tubo. E o que é mais impressionante: Existem pessoas que os consertam!
O desenvolvimento tecnológico, aliado ao barateamento dos produtos eletrônicos, tornam aparelhos obsoletos em pouco tempo. Além disso, no caso específico dos aparelhos de televisão, os de tubo logo não serão mais capazes de receber transmissões de TV, pois estas estão se tornando digitais. Existem dispositivos capazes de converter o sinal digital para analógico. Só que os aparelhos de televisão estão ficando tão baratos que para muitas pessoas vale mais a pena comprar um novo do que tentar adaptar um antigo.
Por isso que me impressiona o fato de existirem eletrônicas que ainda consertem televisores de tubo. E também de lojas especializadas nisso.

Loja de conserto de televisores antigos próximo ao antigo terminal rodoviário, no Centro



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Retrato do país

Ia passando pela rua Ernane Lauritzen, onde costumo estacionar o carro, quando vi uma bandeira do Brasil, provavelmente um resquício dos enfeites da Copa do Mundo. Ela estava hasteada num mastro sobre uma casa, toda esfarrapada, ao sabor do vento forte que soprava neste dia. Esta casa é toda cercada por um muro alto, com farpas metálicas e cerca elétrica, para tentar impedir a entrada de ladrões. É um retrato da nossa cidade, do nosso país. Esfarrapado e inseguro...

Bandeira esfarrapada ao sabor do vento

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Drama

Essa é realmente uma das facetas mais tristes da Campina Invisível...

Hoje estava conversando com minha esposa à respeito de nossos problemas, encarando-os como se fossem os mais sérios do mundo. Quando passamos numa gráfica para pegar alguns trabalhos, enquanto esperávamos, puxamos conversa com um rapaz, Flávio Miranda. Ele nos contou sobre o drama que ele e sua família estão vivendo. A filha dele, de 1 ano e 10 meses de idade levou uma queda há quase 1 ano e, desde então, tem sofrido com ataques convulsivos. Os médicos aqui na cidade deram o seguinte diagnóstico: Doença de Leigh, uma síndrome muito rara. Só que sem fazer nenhum exame. Há 10 meses que ele tenta conseguir esses exames para confirmar o que os médicos dizem, sem sucesso...
Flávio é uma pessoa sem recursos financeiros. Ele é vendedor ambulante, e faz de tudo para tentar levar o sustento para a família, e também para correr atrás da solução do problema de sua filha. Tal drama já foi até tema de reportagem de telejornais locais. No entanto, ele continua a sua luta solitária, com pouquíssimo apoio.
Se alguém puder e quiser ajudar, de alguma forma, seja através de doação de cestas básicas, seja através de indicação de profissionais de saúde que possam examinar a garotinha para saber o que exatamente ela tem, pode entrar em contato com ele através dos números (83)87017553 (TIM) e (83)98345427 (Claro).

Este é o Flávio Miranda

E esses são os produtos que ele tenta vender para levar algum dinheiro para casa


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Procissão

Hoje, segunda, 8 de Dezembro, se comemora o dia da padroeira de Campina Grande, Nossa Senhora da Conceição. É, portanto, feriado municipal. E também dia de procissão. Uma multidão participa deste evento religioso, que parte da Catedral e vai até o Parque do Povo. E interessante percorrer esse caminho junto com os participantes e ver coisas que não prestamos atenção na correria do dia-a-dia.

Como rezar o terço!

Garotinho nos braços da mãe.

A alegria da senhora fã de Natal vendo a procissão

Procissão também é hora de faturar!


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Jogo de Dominó

Passando pela rua Irineu Jofili, me chamou a atenção um disputadíssimo jogo de dominó realizado pelos mototaxistas que ficam por ali, aguardando os passageiros. Atribui-se a origem desse jogo à um soldado chinês, Hung-Ming, que viveu na China por volta de 200 A.C. Na Europa, o jogo apareceu no Séc XVIII. O nome dominó provavelmente deriva da expressão latina domino gratias, que significa "graças a Deus", dita pelos padres europeus enquanto jogavam. Atualmente, o dominó é jogado em quase todos os países do mundo, mas é mais popular na América Latina. 

Jogo de dominó muito disputado pelos mototaxistas

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Força de Vontade

Nos horários de pico, o trânsito em algumas vias em Campina Grande trava. E com isso, as motos saem numa disparada maluca nos corredores formados pelos carros parados. Seria uma insanidade um pedestre ficar andando por ali. Mas é exatamente isso que alguns trabalhadores fazem, para tentar vender seus produtos, ou entregar panfletos. E, muitas vezes, sob um sol escaldante. Isso é que é força de vontade! Existem muitos que preferem escolher o caminho mais fácil. O dos assaltos, dos roubos. Mas outros, vão lá, encaram as dificuldades e seguem em frente! 

Vendedor de acessórios automobilísticos por entre os carros na Av. Canal

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Entardecer no Centro

Muitas vezes estamos tão atarefados, tão preocupados, tão estressados, que não vemos os espetáculos que a Natureza nos proporciona, mesmo nos locais mais singelos, mais comuns, mais conhecidos.
O por do Sol hoje estava lindo, mesmo visto de uma calçada na rua 13 de Maio...

O Sol e a Calçada

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Olha a Água!

Com a procura cada vez maior por água mineral, devido à sua (suposta) pureza e praticidade, é cada vez mais comum vermos pessoas carregando galoes de 20 litros pelas ruas da cidade. Alguns, para facilitar, usam bicicletas para o transporte desses recipientes. O perigo é trafegar com bicicletas e galões nas calçadas...



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A Força da Natureza

Um dia, a Natureza vai tomar de volta o que é dela de direito. Num estacionamento de um supermercado localizado na Feira Central, uma árvore cresce num local que parece o mais improvável possível. Numa base de pedra e espremida por um muro. E esbanja força e vitalidade.

A árvore e o muro

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Espera

Praça Clementino Procópio. Tarde de Novembro. Sol escaldante. Ônibus demorando muito. Dois jovens bem sentadinhos nos bancos do ponto sujo e mal conservado. E uma velha senhora em pé.
Vivemos na sociedade do desrespeito. Ao passageiro do transporte coletivo, que tem que esperar mais de meia hora por um ônibus. Aos idosos, que são ignorados e esquecidos por quem deveria ser educado para respeitá-los. E ao patrimônio público, pago com o dinheiro de nossos impostos e que sofre com a falta de conservação... Imediatamente após essa foto, o ônibus finalmente chegou. E a velhinha deu graças aos céus em alto e bom tom.

Esperar o ônibus em Campia é um teste de paciência

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Carroças.

As carroças de mão e os carroceiros fazem parte da paisagem campinense até os dias de hoje. Do material reciclável aos produtos que são vendidos nas calçadas do Centro, muitos ainda a usam. E a maioria é construída com material descartado, tal como ripas de madeiras, rodas e pneus de bicicleta e outros. As carroças ajudam muitos pais e mães de família a conseguirem o suado pão nosso de cada dia. 

Carroceira com a sua carroça personalizada, na cor "rosa-uva".

"Estacionamento" de carroças no "camelódromo" da rua João Pessoa.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Reciclagem

Às noites, na Rua Venâncio Neiva, esquina com a Cardoso Vieira, encontramos catadores de material reciclável juntando tudo o que eles conseguem recolher nas lojas do centro. Não fossem essas pessoas, todo esse plástico e papelão provavelmente estariam poluindo ainda mais o meio-ambiente. É um trabalho árduo... E, para a maioria das pessoas, invisível... Só há uma ressalva: Eles poderiam ter respeitado a rampa para cadeirantes...

Catadores em seu trabalho. 

domingo, 16 de novembro de 2014

Cuidado Com a Cabeça

Situado entre as Ruas Marquês do Herval e Cardoso Vieira, o Edifício Lucas foi projetado pelo arquiteto pernambucano licenciado Hugo Marques e foi erguido nos anos 60.
O edifício possui duas torres, sendo uma delas um pouco curva em relação à primeira, e unidas por escadas e elevadores compartilhados. É um edifício de uso misto, residencial e comercial.
O que é preocupante é o seu estado de conservação. As marquises parecem querer desabar a qualquer momento. E, se externamente ele está assim, é de se supor que o estado de conservação das redes elétrica e hidráulica, bem como o dos elementos estruturais que o sustentam, não seja nada bom. É preciso que seja dada uma maior atenção ao prédio. Se nada for feito... cuidado com as cabeças!

Fachada do Edifício Lucas. Dá medo passar perto.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Respeitável Público

Artistas de rua.

Seu palco: Faixa de pedestres.
Seu público: Os motoristas, motoqueiros e pedestres.
Seu cachê: Possíveis moedas, dependentes da boa vontade de quem assiste.

Artista de rua se apresentando no cruzamento da Vidal de Negreiros com a Floriano Peixoto


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Uma Questão de Saúde

Existem, na área de saúde pública, muitas questões polêmicas, tais como o aborto. Entre cartazes colados numa parede na Rua Venâncio Neiva, próximo ao Centro de Saúde Dr Francisco Pinto de Almeida, um parece querer chamar as pessoas para discutir sobre o tema.

Opiniões expressas através de cartazes

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Atalho

A Rua Miguel Barreto é uma das que liga a Rua Getúlio Vargas à Rua João Pessoa. E é um atalho tranquilo entre duas das ruas mais movimentadas da cidade, bastante usado por trabalhadores que tem que carregar mercadorias entre lojas ou de lojas para os veículos dos clientes. É também, uma mostra de que, no geral, o estado de conservação do calçamento das ruas campinenses não é dos melhores. Além disso, há muitas pichações nas paredes dos prédios, bem como restos de cartazes de propagandas de shows e outros eventos. E, para completar, há entulho nas (estreitíssimas) calçadas.

Trabalhador carregando pacote na Rua Miguel Barreto, Centro.

O Início

A Campina Grande das belas paisagens, dos belos monumentos já é muito bem conhecida, muito bem retratada. Mas existe uma Campina Invisível, a Campina do cotidiano. A que olhamos todos os dias, mas não vemos. Existem muitas imagens ocultas, pedindo para serem descobertas. Há ângulos que talvez nunca tenham sido explorados. Há situações que precisam ser documentadas. Há perigos que precisam ser mostrados e denunciados. Há falhas que precisam ser expostas para que sejam resolvidas. Há belezas que precisam ser divulgadas.
Sempre com uma câmera de bolso ou com celular, este fotógrafo se propõe a retratar esta Campina. E postar os resultados neste humilde blog.

E vamos em frente!

Cavaleiro e sua montaria em plena 13 de Maio, no Centro da Cidade. 


Caos das instalações elétricas na Rua Cardoso Vieira, no Centro.

Monumento à João Rique, no final da Rua João Pessoa, no Centro.

Sebo na Praça Clementino Procópio, no Centro.