quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Vanzeiros

Existe um serviço sem o qual muitas pessoas, que moram nas pequenas cidades próximas à Campina Grande, assim como as mercadorias que elas compram, teriam muito mais dificuldades para chegar em casa. É o transporte alternativo fornecido pelos "vanzeiros" A maioria usa picapes fabricadas nos anos 70, 80 e início nos 90, extremamente confiáveis. Remígio, Lagoa Seca, Lagoa de Roça, São José da Mata, Areia e Massaranduba são algumas das cidades para as quais existe este tipo de transporte. O ponto de parada principal das vans fica nas ruas próximas à Rodoviária Velha, principalmente na rua Tavares Cavalcante. Lembrando que o serviço é autorizado pelos órgãos competentes.


Cícero, um dos vanzeiros, ao lado de sua van, que faz a rota Campina Grande - Remígio
Essa aguenta o tranco! Montadas é o seu destino

Van de saída para Matinhas

Van aguardando passageiros

sábado, 24 de janeiro de 2015

Colecionadores de Figurinhas

Colecionam figurinhas desde crianças. Alguns tem álbuns muito antigos, muito antes da era das figurinhas auto-colantes. E o que parecia um costume que iria desaparecer no Século XXI, ainda é mantido por estas pessoas. Bate uma saudade da infância nesses momentos. Quem nunca teve a alegria de encontrar todas as figurinhas de um álbum não sabe o que perdeu! Muito, muito melhor do que "zerar" um jogo de videogame! 

Colecionadores.

Figurinhas, muito bem organizadas



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Museu!

O Museu de Arte Popular, mais conhecido como Museu dos Três Pandeiros, é uma obra cujo projeto arquitetônico foi feito pelo grande Oscar Niemeyer. Muito embora este prédio já faça parte da paisagem da cidade, quantos de nós realmente entraram nele? Quantos de nós foram visitar as exposições? Quantos de nós realmente prestigiamos a nossa cultura popular?
Temos orgulho de nosso Maior São João do Mundo. E praticamente desconhecemos nossos artistas, artesãos, cordelistas, músicos. Praticamente desconhecemos as raízes do que nos faz o que somos.

Se não foi ainda ao museu, vá! Vale a pena! Devemos prestigiar nossa cultura. Dar valor ao que nós produzimos nos engrandece como povo, como cidade, como estado e como país.






quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Comércio Informal

Muito embora a cidade já tenha tirado muitos trabalhadores da informalidade, através da criação de espaços para que eles possam vender seus produtos, ainda existem muitos que não tiveram essa sorte. O centro da cidade, principalmente na Rua João Pessoa, é tomado por vendedores dos mais diversos produtos, de frutas a cds e dvds piratas. Eles ocupam as calçadas e até mesmo as entradas de imóveis comerciais fechados. Mas, quem pode condená-los? Estão ali na luta, tentando garantir o sustento da família. A cidade precisa criar novos espaços para que essas pessoas possam trabalhar de maneira mais digna.

Vendedor de frutas. Note que ele está navegando na internet enquanto espera os clientes.

Vendedores ocupando a entrada de um imóvel comercial fechado. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Uma Campina Escondida

Quando pensamos em como se distribui a população no país, sempre vem à mente dois termos:

População urbana e população rural.

Mas, existe um limbo, tanto do ponto de vista, digamos, psicológico, quanto do ponto de vista administrativo, que atinge uma determinada parcela da população, que são os agricultores que moram em áreas a menos de 5km do centro da cidade. Eles moram perto o suficiente da cidade para, teoricamente, ter acesso às facilidades que esta oferece, tais como transporte público, ruas pavimentadas, escolas, abastecimento de água, entre outras. Mas na prática, isso não acontece.
E para piorar, eles também não são reconhecidos como agricultores, e, muitas vezes, são excluídos de programas governamentais de auxílio à agricultura.
Um dos locais onde esta realidade pode ser constatada de forma mais veemente é a localidade de Santo Isidro, que fica a pouco menos de 2 quilômetros do Hospital da FAP, no Bodocongó III. Lá, os moradores sofrem com a falta de água, sendo obrigados a construir cisternas para coletar a água das chuvas, mesmo com a rede de abastecimento tão próxima. Não existem ruas pavimentadas e a unidade de saúde básica mais próxima se situa no bairro dos Cuités. O Hospital da FAP não pode ser usado pela população da área para atendimento básico porque não se destina a esse fim. E quando o atendimento é de urgência, a situação piora, pois as ambulâncias do SAMU não vão até a área por causa das más condições das estradas. Pelo mesmo motivo, o transporte público não chega até lá e os menos afortunados tem que andar 2, 3 quilômetros, muitas vezes com crianças e carregando as compras. É uma das facetas mais invisíveis da cidade...

Aspecto da região de Santo Isidro

Cisterna para captação de água das (poucas) chuvas

Barreiro quase seco, com Campina Grande ao fundo

Uma das casas da região


Andréa, oradora da região de Santo Isidro

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Artista de Rua

Achei sensacional esse cara. Ele é um artista de rua, que faz truques com mágica, facas e aros. Em volta do palco que ele armou para a sua apresentação, no Calçadão da Maciel Pinheiro, dezenas de pessoas riram muito de suas palhaçadas, contribuíram financeiramente e ainda foram convencidas a comprar uma espécie de pomada feita pelos índios da Amazônia. Duas latinhas por módicos 10 reais. Não sobrou nenhuma.
Isso é que é poder de convencimento!
Posso dizer que foi um dos momentos mais divertidos que já presenciei nas ruas de Campina.

PS - Embora ele tenha passado um pouco da pomada na minha mão, eu não comprei. Era meio fedorenta... :)

Pulando para a morte?

A pomada "milagrosa".

Tem alguma coisa no saco, fotógrafo?